sábado, 29 de março de 2008

Letra Traduzida: RZA - Drama

Tradução de Drama, uma das músicas que vazaram na net e supostamente estarão no novo álbum do RZA, chamado Digi Snax. Na verdade, a faixa é um remake da canção de mesmo nome que está no primeiro álbum do GZA, tanto que no começo o RZA cita o nome do primo. Nesta nova versão, participam Monk, trocando versos, e Thea, no refrão, para mim o destaque do álbum, com um timbre bem peculiar de voz.

Artista: RZA f/ Monk, Thea
Album: Digi Snax
Faixa: Drama - DRAMA

[ Intro : RZA ]
Eu quero dedicar essa música para o jovem Kareem
The Genius...Digi...
Cante para eles bem rápido, ae

[ Refrão: Thea ]
Eu gostaria de manter minha cabeça erguida ao céu
e perguntar a mim mesmo por que tem de ser deste jeito
eu gostaria de viver minha vida em paz
e não ter nada com o que se preocupar
eu não posso suportar todo esse drama
porque nós lutamos contra a luxúria
e tentamos alimentar nossas famílias
parece sempre que alguém atravessa nosso caminho
eu gostaria de viver minha vida em paz
e não ter nada com o que se preocupar
eu não posso suportar todo esse drama

[ RZA ] (Monk)
Eu encontrei com um jovem irmão, cerca de 28 anos
que parecia inteligente e bastante correto
eu encarei ele, e comecei uma conversa
para ver se o jovem tinha alguma auto-motivação
paz irmão, qual seu nome? como você está?
(Eu sou o Rugged Monk, e só quero saber da grana)
você quer dizer, ganhar dinheiro?
(Sim, como o meu irmão que tem uma cobertura, e a divide com a mina dele você sabe que uma cobertura é muito melhor que o meu apartamento sem luz, sem gás e aluguel atrasado sem água quente nem aquecimento, infestado de vários ratos que se bobear acabam devorando o gato mais comum) Eu falei para ele, merda mano, isso é pobreza, e ele falou
(sem dúvida mano, isso me incomoda além disso, eu to pra ser pai, mano) nós precisamos amadurecer e mudar a política do bairro

[ Refrão ]

[ RZA ] (Monk) {ambos}
Ae, por que você teme o demônio, se já é um homem amadurecido?
por que você não está lá fora tentando fazer seu próprio plano?
veja, nós somos vítimas de uma situação
ondeu um homem cruel separou a nação
e nos fez matar uns aos outros
negros matando negros, irmãos matando irmãos
está ficando quente, mais quente que Julho
veja, a taxa de assassinatos e crimes está crescendo até o céu
(por exemplo, na minha vizinhança é tão quente que eu sempre acordo com o barulho de tiros, então eu fico pensando) a sua vizinhança é uma armadilha?
{será que é o lugar com o X marcado no mapa?}
(e eu estou marcado como um alvo numa galeria de tiros então eu preciso lutar para conseguir um salário melhor para que eu possa escapar de onde? desta área de vida do gueto {porque a cada dia está ficando mais assustador}

[ Refrão ]

terça-feira, 25 de março de 2008

AZ: Undeniable

Novo álbum de um dos emcees mais subestimados de toda a história do rap. AZ é de Nova Iorque e ficou famoso por participar do clássico Illmatic, de seu parceiro Nas. Embora não tenha conseguido o sucesso comercial do antigo amigo, AZ continuou fazendo música no underground, tendo lançado álbuns muito bons durante cerca de 15 anos. Sua habilidade lírica e flow impecável são marcas registradas e provas da sua qualidade como emcee.

Em Undeniable, o flow perfeito continua lá. Entretanto, a maior "fraqueza" de AZ também está evidente: a fraca seleção de beats. Depois de ter trabalhado com nomes como Pete Rock e DJ Premier, AZ apostou, neste novo disco, em produtores menos conhecidos, e obteve resultados apenas medianos. Quando embarca em um som mais comercial, em faixas como Go Getta, Undeniable e Superstar, nem sua levada consegue salvar a experiência. Porém, quando o beat é mais soul, o emcee produz ótimos resultados, como é o caso de Fire e Life On The Line. Outros bons destaques do álbum são What You Would Do e Parking Lot Pimpin'.

Em mais uma tentativa de capitalizar em cima do status que possui no underground e também atingir a audiência mainstream, AZ acaba falhando. A grande baixa do álbum realmente é a produção, uma vez que o emcee continua impecável, tanto nas letras quanto na levada. A impressão que fica é que ele precisa decidir qual o rumo de sua carreira: usar seu talento para se consagrar como uma lenda underground, com álbuns de qualidade e pouco sucesso comercial, ou mais um rapper mainstream, com ótimo flow, mas produção e letras de gosto duvidoso.

AZ - Undeniable
01. The Game Don't Stop
02. Superstar
03. Life On The Line
04. Fire
05. What Would You Do (feat. Jay Rush)
06. Dead End
07. Parking Lot Pimpin'
08. Undeniable
09. Go Getta (feat. Ray J)
10. Now I Know
11. A. Game
12. The Hardest (Video Mix) (feat. Styles P)

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Vídeo da faixa Go Getta:


Vídeo da faixa Undeniable:


Vídeo da faixa The Hardest:

C.R.A.C. Knuckles: The Piece Talks

C.R.A.C. Knuckles é a dupla formada pelos emcees Blu e Ta'Raach. Blu alcançou reconhecimento no rap depois do sensacional Below The Heavens, álbum que lançou junto com o DJ Exile, no ano passado. Já Ta'Raach é de Detroit e, além de rimar, também produz beats, embora ainda não tenha estourado na cena como seu parceiro. A amizade dos dois acabou levando à produção de um álbum sob o curioso nome citado acima.

The Piece Talks é um álbum diferente. Inteiramente produzido por Ta'Raach, ele abriga tanto instrumentais quanto músicas com os dois rimando, passando por faixas de spoken word e outras em que Ta'Raach fica simplesmente falando ao fundo. Apesar dessa "loucura", a sonoridade é bastante agradável, uma mistura de funk e um soul mais meloso que acaba funcionando. Blu, embora não tão estelar quanto em seu debut, continua afiado, enquanto Ta'Raach não compromete. Os destaques do álbum vão para Buy Me Lunch, um funk acelerado, com uma mulher cantando e Ta'Raach filosofando ao fundo; Pop Dem Boyz, talvez a música mais rap do disco, com instrumental sensacional e ótimo refrão; e Love Don't, um beat mais psicodélico, com os emcees mostrando um flow mais acelerado.

Embora Blu seja o mais conhecido do grupo, ele fica um pouco de lado diante da produção carismática de Ta'Raach, o que é uma pena, visto que o cara é um dos maiores expoentes da nova safra de emcees. No fim das contas, The Piece Talks é um álbum muito mais para se dançar, escutar em alto volume, do que algo mais reflexivo. Em outras palavras, não é um álbum para destacar as letras, e sim o groove, a sonoridade. Talvez por isso Blu não tenha aparecido tanto.

C.R.A.C. Knuckles - The Piece Talks
1. What Up (Part 2)
2. Buy Me Lunch (feat. Noni Limar)
3. Love Don't
4. Major Way
5. Activate Too
6. CRACHAUSE
7. Respect
8. Pop Dem Boyz
9. 2.16.05
10. Mr. Big Fizz
11. Chill
12. Hello!?
13. Go!
14. Activate...As Well
15. Bullet Through Me (feat. Shawn Jackson)
16. Cotton
17. Credits
18. Umm Yeah
19. Ready

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Guilty Simpson: Ode To The Ghetto

Guilty Simpson é mais um emcee da prolífica cena de Detroit, que ficou conhecido, a princípio, pelo seu trabalho junto com o falecido produtor J-Dilla. Dono de um flow tranqüilo e grande senso de humor, o cara é uma das caras novas da Stones Throw, casa do superprodutor Madlib, e já fez músicas com nomes famosos como Black Milk, Percee P e Jaylib. Depois de tantas participações, a maioria bastante elogiadas, ele finalmente lançou seu álbum de estréia.

Ode To The Ghetto é produzido por nomes de respeito, como Madlib, Black Milk, Oh No e Mr. Porter, além de uma contribuição única de J-Dilla. Entretanto, o toque soul esperado não é tão presente assim. Talvez devido às próprias características de Simpson, os beats acabam indo para uma direção mais eletrônica, acelerada, leve. Entretanto, isso não significa que a sonoridade seja algo parecido ao mainstream americano. Um bom exemplo é Pigs, produzida por Madlib, cuja versão instrumental já tinha aparecido em um dos volumes do Beat Konducta. O beat tem influências indianas, é meio diferente, mas ainda assim Simpson lida perfeitamente com ele. Get Bitches também tem um som mais dançante, enquanto Run e a autobiográfica The Real Me representam a parte suja do álbum.

No geral, o álbum decepciona um pouco. Devido à qualidade dos produtores e às recentes aparições de Guilty Simpson, esperava-se mais do álbum. Existem momentos de brilho, é claro, mas em outros a coisa fica um pouco monótona, devido em parte ao flow lento e à voz grave de Guilty. De qualquer forma, é um álbum controverso, uma vez que existem resenhas totalmente favoráveis e outras reticentes. Isso significa que Ode To The Ghetto tem uma peculiar capacidade de chegar a cada ouvinte de maneira diferente. Alguns gostam, outros se decepcionam. Mas é inegável o talento e potencial da mais nova figura de Detroit.

Guilty Simpson - Ode To The Ghetto
01. The American Dream
02. Robbery
03. She Won't Stay At Home
04. Footwork
05. Ode To The Ghetto
06. Get Bitches
07. I Must Love You
08. The Future (feat. MED)
09. Pigs
10. My Moment
11. Run (feat. Sean Price & Black Milk)
12. Kinda Live
13. Yikes
14. The Real Me
15. Kill 'Em
16. Almighty Dreadnaughtz

OBS: Link para download consertado.

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Vídeo da música Get Bitches:

quarta-feira, 19 de março de 2008

Supa Koopa and Outkome: Almost Nameless

Este é mais um duo que segue a clássica formação produtor/emcee que já rendeu vários clássicos no rap. No caso, Outkome é o emcee, enquanto Supa Koopa é o arquiteto do som da dupla, que tem como endereço a costa Oeste norte-americana. Ambos são pouco conhecidos até mesmo no underground americano, mas lançaram, neste ano, um ótimo álbum.

Ao que tudo indica, Almost Nameless é apenas uma introdução do grupo. De qualquer forma, é um bom disco. Outkome é um emcee simples, não exagera nas firulas ao escrever, e tem um flow decente, enquanto Supa Koopa cria um som que abusa das caixas pesadas, mas não dispensa um clima soul, com vários samples vocais, embora experimente um som mais eletrônico nas duas últimas faixas. No final das contas, os destaques são Fame, que usa o mesmo sample de Hollow Bones, do terceiro álbum do Wu-Tang Clan; e My Eyes Are Open, que mostra a combinação mencionada de bateria pesada e sample vocal, além de ótima performance de Outkome.

Enfim, uma dupla que se torna uma boa "revelação" de 2008, com um som simples, sem muitas firulas, mas com qualidade de sobra. Nem sempre o que é mais complexo é necessariamente melhor, e Almost Nameless é um álbum que ilustra bem essa idéia.

Outkome and Supa Koopa -Almost Nameless
1. Nameless Intro
2. Fame
3. Brains Over Beats
4. Lifestyle
5. My Eyes Are Open
6. I Close My Eyes
7. Brains Over Streets
8. Almost...
9. Hope
10. Nemeless Outro

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Break Mechanics: Break Mechanics

Break Mechanics, de Denver, é mais uma banda de rap, bem ao estilo The Roots. O grupo é formado pelos emcees Paas, Q-Burse e Lo, além do baterista Darren Hahn, o tecladista Greg Raymond e o baixista Casey Sidwell. Depois de conquistarem certa reputação local, os caras finalmente lançaram seu álbum de estréia, intitulado com o mesmo nome do grupo.

Ao contrário do Artofficial, outra banda de rap postada recentemente no blog, o álbum dá atenção igual tanto aos emcees quanto os instrumentistas, principalmente o tecladista Raymond. O resultado é uma grande quantidade de solos do cara, tudo sob um clima altamente relaxante, com grande influência jazzística. É realmente difícil escolher algum destaque para o álbum, uma vez que o álbum é bastante coeso, às vezes dando a sensação que estamos ouvindo uma grande jam session de jazz. De qualquer forma, é preciso mencionar Sun Still Rise, talvez o melhor retrato do som do grupo.

Para quem baixou o disco do Artofficial e gostou, Break Mechanics é bastante indicado, embora hajam algumas diferenças. Se, no primeiro, o som é bem mais específico, totalmente jazz e mais uptempo, na banda de Denver o som é mais lento, mais complexo de ser definido, com maior proeminência do teclado, ao contrário do saxofone dominante no outro grupo. O melhor mesmo é baixar os dois e apreciar boa música, um filão que o The Roots inaugurou e que agora parece estar sendo melhor explorado, para o bem dos amantes do rap.

Break Mechanics - Break Mechanics
  1. Serious Inquiries
  2. Calling All Cars
  3. Sun Still Rise
  4. Nanzenji
  5. The Hit
  6. Interlude
  7. Listen
  8. Bow To This(Possum Kingdom)
  9. Just Like Chocolate
  10. Zen Zen
  11. 3 MC's
  12. Flirt
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senha: www.rapidfind.org

domingo, 16 de março de 2008

RZA: Digi Snax

Ao que tudo indica, RZA está preparando o lançamento de um novo álbum, intitulado Digi Snax, que deve ser lançado no meio do ano. Para começar a chamar a atenção dos fãs, o cara já vazou duas faixas, que provavelmente estarão no álbum.

You Can't Stop Me Now, com a participação de Inspectah Deck, é uma faixa que a princípio estaria no último álbum do Wu-Tang Clan. Com um refrão sampleado bem sacado, e um sample simples, mas efetivo, durante a faixa. RZA faz uma espécie de retrospectiva desde os tempos em que o Wu apareceu, e decreta que nada pode pará-los, talvez numa referência às seguidas brigas internas e a expectativa de um possível desmantelamento. Já Rebel INS é ainda mais específico, falando da sua vida, com boas doses de sabedoria das ruas.

Drama é a segunda faixa, e conta com a participação de Monk e da cantora Thea, que rouba a cena com um belo refrão, e a voz com um timbre que lembra um pouco a Macy Gray. O beat é tranqüilo, com um sample de piano pontuando toda a faixa, enquanto RZA e Monk trocam versos como se tivessem conversando. O tema da conversa é basicamente a vida no gueto e todo o drama que eles enfrentam, tentando melhorar de vida. A curiosidade da faixa é que a letra da música é igual a uma faixa de mesmo nome do GZA, que está no primeiro álbum dele, chamado Words of the Genius.

De cara, são duas faixas muito boas, superiores inclusive a algumas do último álbum do Wu. O som de RZA, tão criticado em 8 Diagrams, parece estar mais voltado para o som clássico que fez o grupo tão querido e RZA tão respeitado. A princípio, Digi Snax promete ser um bom álbum. Resta saber se o mentor do império Wu-Tang vai manter o nível.


You Can't Stop Me Now(feat. Inspectah Deck)
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Drama(feat. Monk & Thea)
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PS: Qualquer que seja a capa, se depender dela pra vender, vai ser platina!