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quarta-feira, 23 de abril de 2008

The Roots: Rising Down

Outro álbum de um grupo importante que acabou de vazar. Rising Down é o décimo álbum da The Roots, banda de rap mais famosa e elogiada da história, liderada pelo emcee Black Thought e o baterista ?uestlove. Segundo o baterista, o álbum tem um som que eles nunca procuraram fazer antes, tentando mudar um pouco os instrumentos, buscando novas sonoridades. Perguntando sobre o tema do álbum, ele afirmou ainda: "Junte aos altos níveis de criminalidade e evasão escolar da Filadélfia com estar com seus trinta e poucos anos, trabalhar 300 noites por ano, além de ser um ano de eleições presidenciais. Este álbum é sobre tudo isso".

O disco conta ainda com várias participações. Os convidados mais expressivos são Mos Def, Styles P, DJ Jazzy Jeff, Saigon, Talib Kweli, Common e Chrissete Michelle. Além destes, ainda estão no álbum Dice Raw, Malik B e Peedi Crakk, caras que já têm uma história de trabalhos anteriores com a banda.

Juntando o fato de o álbum ter temas bem políticos e ser o décimo da carreira da banda, é fácil perceber o quão madura é a música dos caras. Musicalmente, ?uestlove é o protagonista, mais uma vez impecável na bateria. Os beats em Rising Down estão muito mais sombrios e minimalistas, deixando de lado o jazz que marcou o início da carreira do grupo. Exemplos disso são as faixas Rising Down, com uma guitarra seguindo o ritmo puxado por ?uest; Get Busy, ainda mais pesada, remetendo ao boom-bap nova-iorquino dos anos 90; e Black's Reconstruction, guiada por uma linha de baixo nervosa. Os momentos mais calmos do disco também merecem menção, como em Criminal, um clima mais nostálgico, embora as caixas continuem pesadas; e Rising Up, um batidão estilo anos 70, acentuado com a bela voz de Chrissete Michelle no refrão.

Quanto às letras, Black Thought dá um show de versatilidade. Como prometido antes, os temas são sérios e inteligentes. Em Rising Down, ele, Mos Def e Styles P falam sobre a situação da sociedade atual, sob três perspectivas diferentes; a situação dos negros é explorada em I Will Not Apologize; o emcee rima ainda sobre problemas sociais em Criminal e Lost Desire, mas não esquece dos tradicionais battle raps, em Get Busy e Black's Reconstruction, esta última uma seqüência de 75 linhas gravadas de uma só vez.

Como sempre, a banda acaba não decepcionando. A mescla de um som mais turvo com conceitos criativos e conscientes se mostrou bastante acertada. ?uestlove continua um monstro na bateria, e Black Thought, no microfone. Mais um álbum que poderia ser classificado como Hip Hop adulto, como diria Buckshot. Talvez esteja nascendo uma nova vertente no rap. A julgar pelos álbuns saindo com esta proposta, é possível que esteja aí o caminho para a renovação do gênero.

The Roots - Rising Down
1. The Pow Wow
2. Rising Down (Hum Drum) (featuring Mos Def, Styles P & Dice Raw)
3. Get Busy (featuring Dice Raw, Peedi Crakk & DJ Jazzy Jeff)
4. @ 15
5. 75 Bars (Black's Reconstruction) (featuring Tuba Gooding Jr.)
6. Becoming Unwritten
7. Criminal (featuring Truck North & Saigon)
8. I Will Not Apologize (featuring Porn, Dice Raw, & Talib Kweli)
9. I Can’t Help It (featuring Malik B & Porn)
10. Singing Man (featuring Porn & Truck North)
11. Up There (Unwritten) (featuring Mercedes Martinez)
12. Lost Desire (featuring Malik B & Talib Kweli)
13. The Show (featuring Common)
14. Rising Up (featuring Wale & Chrisette Michelle)
15. Live at WPFW, 1994 (Hidden Track)

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Vídeo da faixa 75 Bars(Black's Reconstruction):


Vídeo da faixa Get Busy:


Vídeo da faixa Rising Up:


Vídeo da faixa Birthday Girl:

Singles: Nas e Achozen

Nos últimos dias, dois importantes singles vazaram na internet. O primeiro é do controverso álbum Nigger, do Nas, que vem gerando bastante polêmica nos EUA por causa do nome. A faixa se chama Be A Nigger Too, talvez uma resposta irônica do Nas a toda essa discussão, já que ele fala no refrão: "Eu sou um nigga, ele é um nigga, ela é uma nigga, você também não quer ser um nigga?". E ainda aproveita para arrematar: "Críticos, vão chupar um pau". Nesta faixa, Nas ainda mostra o flow impecável de sempre, sobre uma batida simples, mas efetiva. No geral, um bom single, embora não forte o suficiente para ser o carro-chefe de um álbum cercado de tantas expectativas.

Quem leu o título do post pode não estar conhecendo o nome Achozen. Este é o novo grupo do RZA, que é formado ainda pelo baixista Shavo, do System of a Down, e os emcees Beretta 9 e Reverend Burke. Ontem, a banda lançou o primeiro single do álbum, que, segundo os integrantes, "não será rap-metal, e sim hip hop pesado". O nome da faixa é Deuces, e conta com RZA cantando o refrão e um verso curto de Beretta. O instrumental é bom, lembra um pouco o bate-cabeça do começo do Wu-Tang, com o toque rock de Shavo, que não ficou muito exagerado. A única reclamação sobre a faixa está no fato de o refrão - embora muito bom - ser repetido muitas vezes, enquanto o rap mesmo tem pouco espaço. Ainda assim, é uma ótima música.















Nas -Be A Nigger Too
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Achozen - Deuces
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